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“O castigo que existe para aqueles que não se interessam pela política é serem governados por aqueles que se interessam”.
Arnold Toynbee, economista inglês do século XIX.

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01 abril 2010

ONU alerta que Afeganistão pode ter superado o Marrocos no cultivo de maconha


26/06/2008 - 13h00

ONU alerta que Afeganistão pode ter superado o Marrocos no cultivo de maconha

Em Viena
A ONU advertiu hoje que uma das tendências mais preocupantes no mundo das drogas é que o Afeganistão, o maior produtor de ópio do planeta, se transformou também em um grande plantador de maconha, a ponto de poder tirar do Marrocos o posto de grande produtor do planeta.

Esta é a conclusão do Relatório Mundial sobre as Drogas 2008, elaborado pelo Escritório das Nações Unidas contra as Drogas e o Crime (UNODC), que, no entanto, afirma que a produção de resina de maconha (haxixe) caiu no mundo todo, das 6.600 toneladas de 2005 para as 6.000 de 2006.


  • Afeganistão
    Maior produtor de ópio do mundo

    - 193 mil hectares de plantio

    - 8,2 mil toneladas de produção

    - 82% do plantio mundial de papoula

    - Crescimento de 17% em 2007


    "Em termos de cultivo, vimos um grande aumento no Afeganistão, até alcançar os 70 mil hectares. Estes números estão muito perto dos dados que temos do cultivo no Marrocos em 2005", disse à "Agência Efe" Thomas Pietschmann, um dos autores do relatório.

    Esse ano é o último do qual a ONU tem dados sobre o Marrocos, por isso a comparação é difícil, mas foi observada uma grande redução do cultivo a respeito de anos anteriores, disse.

    "A tendência é que o Afeganistão está no caminho de se transformar no primeiro e Marrocos de perder esse posto, mas não podemos saber se já passou", disse Pietschmann.

    A UNODC indica que mais que duplicou o cultivo da maconha no Afeganistão, dos 30 mil hectares em 2005 para 70 mil em 2007.

    Enquanto isso, no Marrocos, diminuiu a superfície de cultivo nos últimos anos: de um número máximo de 134 mil hectares em 2003 para 76,4 mil hectares em 2005.

    Mesmo assim, o especialista deixou claro que "o Afeganistão poderia ter superado o Marrocos em termos de extensão do cultivo, mas não de produção (de resina de maconha). Nisso o Marrocos ainda é o primeiro".

    No entanto, o diretor do UNODC, Antonio Maria Costa, afirmou em comunicado divulgado hoje, em Viena, que "são observadas tendências preocupantes: o Afeganistão se transformou em um grande produtor de resina de maconha e supera, talvez, o Marrocos".

    A maconha é a droga ilegal mais consumida do mundo. Segundo a ONU, cerca de 166 milhões de pessoas a consomem, o que representa 3,9% da população mundial.

    O Afeganistão é o principal produtor de ópio do mundo, com 193 mil hectares, que representam 92% do total, e seu cultivo se concentra em cinco províncias do sul sob controle talibã.




    Leia Mais

    Retirado de uol.com.br

    Afeganistão é o primeiro produtor mundial de ópio e haxixe

    Afeganistão é o primeiro produtor mundial de ópio e haxixe
    Da France Presse
    31/03/10 - 09h57 - Atualizado em 31/03/10 - 10h00

    O Afeganistão, maior produtor mundial de ópio, também é o principal produtor de haxixe, superando o Marrocos, anunciou nesta quarta-feira a Agência da ONU contra a Droga e o Crime (UNODC).

    "O surpreendente rendimento dos cultivos afegãos de canabis (145kg/ha de haxixe, a resina de canabis, contra 40kg/ha no Marrocos) faz do Afeganistão o principal produtor mundial de haxixe, com 1.500 a 3.500 toneladas por ano", afirma o diretor executivo da UNODC, Antonio María Costa, em um comunicado.

    Entre 10.000 e 24.000 hectares de canabis são cultivados por ano no Afeganistão, segundo estimativas da agência da ONU em seu primeiro estudo sobre canabi no Afeganistão.

    Os lucros anuais oriundos do haxixe no Afeganistão são "entre 10 e 20% do ópio, que foi de 438 milhões de dólares em 2009", afirma a UNODC.

    Menos custoso quanto seu cultivo e colheita, para os agricultores afegãos o haxixe tem um rendimento maior do que o ópio, a razão de 3.900 dólares por hectare, contra 3.600 para para o ópio.

    O cultivo da dormideira continua sendo, no entanto, predominante, já que a canabis é muito ávida por água no verão e se conserva menos.

    Os locais de produção de haxixe, como os das papoula, se situam nas áreas com instabilidade política, especialmente no sul. A venda, no entanto, se realiza em todo o território, segundo a agência.

    Parte da produção é consumida no país e o resto toma o rumo do tráfico de ópio.

    O estudo da UNODC, realizado em 1.634 aldeias de 20 províncias afegãs, demonstra que o cultivo de canabis é importante em pelo menos 17 das 34 províncias do país.

    No ano passado, 6.900 toneladas de ópio foram produzidas no Afeganistão, ou seja, mais de 90% da produção mundial, segundo a UNODC.

    O governo afegão anunciou no início de março que ia lançar um plano de erradicação de cultivos de papoula e previu dar uma ajuda aos agricultores que queiram desenvolver cultivos alternativos, como o de cereais.

    sgl/gg/cn

    Retirado de globo.com

    21 janeiro 2010

    ONU admite erro em dados sobre aquecimento global

    CLIMA
    ONU admite erro em dados sobre aquecimento global
    por LUÍS NAVES, 21 Janeiro 2010

    As previsões feitas em 2007 sobre os glaciares dos Himalaias estão a ser reavaliadas.

    A maior autoridade mundial em mudanças climáticas admitiu ontem que foram cometidos erros no cálculo das estimativas sobre um dos principais indicadores de aquecimento global: o desaparecimento dos glaciares nos Himalaias. Em comunicado, o Painel Intergovernamental para as Mudanças Climáticas (IPCC) reconheceu que no seu quarto relatório, publicado em 2007, certos "padrões de provas não foram aplicados correctamente".
    Esta admissão de erro surge semanas depois do fracasso da Cimeira de Copenhaga e após a polémica que ficou conhecida por Climategate. Esta controvérsia, que começou com a divulgação de e-mails pondo em causa dados científicos, afectou profundamente a posição dos defensores da tese do aquecimento global. A semana já tinha sido marcada por notícias contraditórias sobre os glaciares no Alasca. Embora estes glaciares tenham perdido 42 quilómetros cúbicos de água entre 1962 e 2006, esse valor é um terço inferior ao previsto.
    Mas o erro sobre os Himalaias deverá ser politicamente mais sensível. Em 2007, o IPCC divulgou uma relatório onde se afirmava que estes glaciares podiam desaparecer até 2035. A informação foi citada em todo o mundo, incluindo pelo DN. No entanto, segundo o britânico Sunday Times, a previsão sobre 2035 foi baseada numa história publicada na revista New Scientist, que por sua vez citava um cientista indiano que entretanto afirma que tudo não passou de "especulação".
    A situação é mais grave tendo em conta o que afirma o autor da peça jornalística da New Scientist. Ele diz ter entrevistado Syed Hasnain após ler um artigo num jornal indiano. O cientista referiu a data de 2035, apesar da não a incluir no relatório científico, na altura (1999) ainda não publicado em revistas especializadas. Nesse relatório, Hasnain mencionava que as suas observações diziam respeito a uma parte dos glaciares, não a toda a região. A parte mais inacreditável desta história é como informação tão pouco sólida se transformou numa posição do IPCC.
    O artigo do Times que levou o IPCC a retractar-se cita um cientista britânico que faz contas muito simples em relação aos glaciares da região: alguns têm 300 metros de espessura e se derretessem a uma média de cinco metros por ano, o seu desaparecimento levaria mesmo assim 60 anos. Ora, eles estão a perder gelo a um ritmo de decímetros ou mesmo centímetros por ano. Apesar da data ser irrealista e haver acusações de que se tratava de "ciência vudu", o IPCC ignorou as críticas.
    O eventual desaparecimento dos glaciares nos Himalaias teria consequências gravíssimas no abastecimento de rios que servem um sexto da população mundial (ver gráfico). Há 15 mil glaciares na região dos Himalaias e a sua superfície total ronda meio milhão de quilómetros quadrados. O IPCC insiste que se trata apenas de um erro em 3 mil páginas.

    in http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1474960