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“O castigo que existe para aqueles que não se interessam pela política é serem governados por aqueles que se interessam”.
Arnold Toynbee, economista inglês do século XIX.

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19 junho 2010

Decifrando a História: O dólar, mais do que uma nota

DOCUMENTÁRIO CANAL DE HISTÓRIA











«DECIFRANDO A HISTÓRIA: O dólar, mais do que uma nota

Terça-feira 15 de Julho
22:00h

Quarta-feira 16 de Julho
06:00h , 14:00h

Quarta-feira 24 de Dezembro
15:00h , 23:00h

Quinta-feira 25 de Dezembro
07:00h

Sábado 28 de Março
18:00h

Domingo 29 de Março
02:00h , 10:00h

Segunda-feira 20 de Julho
19:00h

Terça-feira 21 de Julho
03:00h , 11:00h

Quinta-feira 22 de Outubro
17:00h

Sexta-feira 23 de Outubro
01:00h , 09:00h

Domingo 28 de Fevereiro
19:00h

Segunda-feira 1 de Março
11:00h

Sexta-feira 18 de Junho
21:00h

Sábado 19 de Junho
05:00h , 13:00h

O que significam na realidade os símbolos e os números que aparecem na nota do dólar? Examinaremos os elementos mais obscuros e intrigantes do significado e do simbolismo que fazem parte do desenho da nota. Extraordinárias séries de numerologia estão integradas na estrutura da nota que, se forem analisadas, sugerem surpreendentes alienações ocultas. Porque é que a nota tem a aparência que tem? Como mudou ao longo do tempo? Analisaremos o significado da evolução do aspecto da nota e os desenhos alternativos. Também estudaremos o contexto histórico e o que ia representar, como por exemplo o patriotismo e idealismo de uma jovem república. Teremos também acesso ao Departamento de Impressão e Gravação do Tesouro e às pessoas que processam os milhões e milhões de dólares que se encontram em circulação.

Mistérios Da História
»


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29 janeiro 2010

Bin Laden preocupado com aquecimento global

O chefe da Al-Qaida, Osama bin Laden, apelou, ainda, ao boicote ao dólar, numa mensagem áudio difundida hoje, sexta-feira, pela cadeia Al-Jazira.

"Todas as nações industrializadas, particularmente as grandes nações, são responsáveis pelo sobreaquecimento climático", disse Usama bin Laden nesta nova mensagem áudio, a segunda em cinco dias, segundo a televisão por satélite do Qatar.

«Nós devemos deixar de utilizar o dólar e desembaraçarmo-nos da moeda norte-americana. Eu sei que isso teria repercussões enormes, mas seria o único meio de libertar a humanidade da escravidão da América e das suas empresas", refere o líder da Al-Qaida na mensagem.

A 24 de Janeiro, o líder da Al-Qaida, num breve registo áudio, reivindicou o atentado falhado contra um avião de uma linha norte-americana no dia de Natal e ameaçou os Estados Unidos com novos ataques se aquele país continuar a apoiar Israel.

Na referida mensagem, Bin Laden também homenageou o "herói" Umar Faruk Abdulmutallab, o jovem nigeriano que tentou a 25 de Dezembro de 2009 fazer explodir o avião que efectuava um voo entre Amesterdão e Detroit.

in http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=1482069

12 janeiro 2010

A verdade sobre a economia americana

terça-feira, 12 de janeiro de 2010
A verdade sobre a economia americana

O grande buraco negro e o futuro do dólar - Título Original
por F. William Engdahl [*]

Durante meses o governo dos EUA insistiu em que o pior da "recessão" está chegando ao fim e que os primeiros sinais da retomada estão à vista. A realidade é o oposto. A crise financeira que começou em agosto de 2007 no pequeno segmento de "sub-prime", ou de alto risco, relativo ao mercado de dívidas hipotecárias de US$ 20 milhões de milhões, está agora se espalhando, legalmente, para o segmento "prime", ou de alta qualidade. A economia da única superpotência mundial está a tornar-se cada vez mais parecida com a do Império Romano no século IV, quando este colapsou em anarquia, dívidas e caos.

As nações do mundo estão tomando medidas para se afastar da dependência do dólar. China, Rússia, Brasil e Cazaquistão estão em busca de uma nova moeda para as reservas. A China está silenciosamente fazendo acordos bilaterais de swap de moedas com parceiros comerciais asiáticos, assim como a América Latina e os antigos países da União Soviética. A principal moeda comercial da Área de Livre Comércio China-ASEAN [1] provavelmente não será o dólar. Na América Latina, os países da ALBA [2] estão mudando do dólar para o sucre como divisa do comércio, a partir de janeiro de 2010. O Mercosul passará a recusar o dólar no comércio exterior em 2011.

Para a divisa de reserva mundial, o pior ainda está por vir.

A REALIDADE ECONÔMICA DOS EUA

A realidade da economia americana é o oposto da propaganda da Wall Street.
Em termos econômicos reais, a economia dos EUA já está numa depressão. A economia americana vive sua pior contração desde a primeira derrocada da Grande Depressão no início dos anos 30.

Como um antigo funcionário do Tesouro no governo Reagan recentemente declarou: "Não sobrou economia para recuperar. A economia manufatureira dos EUA foi perdida para as exportações e para a ideologia do livre comércio. Foi substituída por uma "Nova Economia" mítica baseada em serviços. Foi alimentada pelas taxas de juros artificialmente baixas do Federal Reserve, que produziram uma bolha imobiliária, e pela desregulamentação financeira do 'mercado livre', o que liberou os gânsters financeiros para atingir novas alturas de alavancagem de débito e produtos financeiros fraudulentos".

Quando esta economia "virtual" entrou em colapso, a riqueza dos americanos investida em imóveis, pensões e poupança também colapsou. A economia da dívida levou os americanos a alavancarem seus ativos. Eles refinanciaram suas casas e gastaram o capital. Gastaram seu limite em numerosos cartões de crédito. Trabalharam em tantos empregos quantos puderam. A elevação das dívidas e os múltiplos rendimentos familiares mantiveram a economia americana nas últimas duas décadas.

Agora, subitamente, os americanos já não podem tomar empréstimos para gastar. Estão afogados em dívidas. Os empregos estão desaparecendo. O consumo americano, aproximadamente 70% do PIB, está morto. Os americanos que ainda têm empregos estão poupando para se prevenir da possibilidade da perda do emprego. Milhões estão sem lar. Mais de 14% de todas as hipotecas domésticas estão em incumprimento ou pelo menos com um pagamento atrasado, um recorde histórico. A tendência é piorar. Alguns estão morando com suas famílias e amigos; outros estão vivendo em cidades de tendas.

O declínio atual da economia está longe de acabar. Este declínio continuará até se deteriorar, será extremamente prolongado, extremamente profundo e não responderá aos estímulos econômicos tradicionais. A economia dos EUA está presa numa clássica "armadilha da dívida" do Terceiro Mundo.

A economia Americana sofre de severos problemas estruturais ligados à relação dívida/rendimento do consumidor. As famílias não conseguem acompanhar a inflação e já não podem contar com o aumento excessivo da dívida para encontrar expedientes para manter o padrão de vida. As questões estruturais não estão sendo tratadas pelos programas de estímulos de Obama. Elas não podem ser tratadas sem uma mudança significativa e fundamental nas políticas econômicas e comerciais do governo, as quais na melhor das hipóteses ainda arrastarão a depressão econômica durante muitos anos. Desde 2007 os consumidores americanos têm poupado para liquidar as suas enormes dívidas de cartão de crédito, automóvel e moradia. Eles não estão consumindo e não consumirão por um longo tempo. Nos últimos 12 meses eles reduziram sua dívida em impressionantes US$ 2 milhões de milhões. Isso reduziu seriamente o crescimento econômico, e é o motor da depressão. Não há opção.

Se calculamos os dados sem a manipulação oficial ou maquilagem contábil, a estimava real de desemprego está hoje acima de 22%, não os 10% oficiais. O PIB está declinando à taxa mais severa desde a Segunda Guerra Mundial e a aproximar-se rapidamente dos níveis da Grande Depressão.

A produção manufatureira dos EUA está entrando em colapso. Os níveis da dívida familiar são os mais altos da história americana, acima de 300% do rendimento disponível. A dívida corporativa é igualmente alta. A dívida governamental atingiu seu record e logo alcançará 100% do PIB. A economia dos Estados Unidos foi apanhada na armadilha da dívida que ela mesma fabricou.

PERSPECTIVAS PARA O DÓLAR

A partir de 1985, quando os EUA passaram à posição de devedor líquido pela primeira vez desde a Primeira Guerra Mundial, tornaram-se o maior devedor líquido mundial. Em janeiro de 2009, a posição de investimento internacional líquido dos EUA foi de US$ 3,47 milhões de milhões, segundo o Departamento de Comércio. Isso representa a diferença entre o valor dos ativos americanos na posse de estrangeiros (US$ 23,36 milhões de milhões) e o valor dos ativos estrangeiros na posse de americanos (US$ 19,89 milhões de milhões). Os EUA, como entidade singular, pública e privada, deve ao mundo US$ 3,47 milhões de milhões. A maior parte disso é para a China, assim como para Japão e Rússia. Os EUA são hoje uma superpotência militar mas um anão econômico. Apenas em 2008, a dívida líquida dos EUA aumentou de US$ 1,33 milhão de milhões, ou 62%. A tendência não é melhorar, já que salvamentos bancários e outras proteções econômicas ficam mais caras. Os estrangeiros agora detêm cerca de 50% da dívida publicamente declarada do governo federal. Se os investidores estrangeiros reduzirem significativamente as suas compras de futuros títulos do Tesouro americano, as taxas de juros dos EUA aumentarão e o dólar desabará. O status de devedor líquido dos Estados Unidos com estrangeiros está no nível mais alto da história americana.

A principal fonte de apoio ao dólar vem dos países com excedente comercial com os EUA, cujos bancos tem poucos lugares mais seguros para investir esses dólares do que a dívida governamental dos EUA. Os maiores compradores de dívida em dólar no passado recente, por diferentes razões, foram os bancos centrais da Rússia, Japão, e, muito à frente dos outros – o Banco Popular da China.

O modelo americano de défices comerciais e de transacções correntes não é sustentável. Ninguém pode dizer quando o dólar cairá ainda mais, mas deve cair nos próximos meses. Somente uma guerra dramática e inesperada poderá concebivelmente comprar um pouco mais de tempo para o dólar. E mesmo isso não é certo, tamanhos são os déficits.

Os Estados Unidos estão hoje presos numa armadilha mortal de dívidas, assim como a Argentina e outros países do Terceiro Mundo estiveram nos anos 80. Mas isso não é tudo. As perspectivas de que os déficits do Governo Federal dos EUA continuem são também extremamente negativas.

CONCLUSÃO

O orçamento do governo americano saltou de US$ 455 mil milhões em 2008 para US$ 2.000 mil milhões este ano, com outros US$ 2.000 mil milhões para 2010. Obama acaba de intensificar a cara guerra no Afeganistão, e iniciou uma nova guerra no Paquistão. Não há maneira de financiar esses déficits a menos que se imprima dinheiro.

O orçamento do governo americano está deficitário em 50%. Isso significa que metade de cada dólar que o governo federal gasta tem que ser tomado emprestado ou impresso. Mas o mundo está ficando cada vez menos predisposto a emprestar US$ 2 milhões de milhões por ano a Washington.

O maior credor dos EUA, a China, está avisando Washington para proteger os investimentos da China na dívida americana, e discutindo uma nova moeda de reserva para substituir o dólar antes que ele colapse. A China está gastando seus dólares americanos na aquisição de ouro e estoques de matérias-primas.

De acordo com fontes bem posicionadas na Arábia Saudita, tem havido reuniões secretas nos últimos meses entre os principais produtores de petróleo árabes, inclusive a Arábia Saudita, e, segundo informações, também a Rússia, com os principais países consumidores de petróleo, incluindo dois ou três dos maiores países importadores de petróleo – China e Japão. O seu projeto é criar silenciosamente a base para quebrar a longa "regra de ferro", que já dura 65 anos, de vender petróleo só em dólares americanos. Isso iria ser catastrófico para o papel do dólar.

Nada na política econômica de Obama é direcionado a salvar o dólar americano. A política de Obama, como a de Bush antes dele, é controlada pela Wall Street e pela indústria armamentista. A economia americana caminha para a depressão severa e o dólar irá junto, a menos que haja uma nova Guerra mundial, que Deus proíba.

Notas:

1- Association of Southeast Asian Nations (Associação das Nações do Sudoeste Asiático)

2- Alianza Bolivariana de los Pueblos de América

[*] Autor de Um século de guerras: a política petrolífera anglo-americana e a nova ordem mundial (A Century of War: Anglo-American Oil Politics and the New World Order), publicado em oito línguas. É um dos mais amplamente analistas da evolução política e econômica atual, seus artigos e análises aparecem em vários jornais e revistas, e websites de grande repercussão. Além de discutir a geopolítica do petróleo e questões energéticas, escreveu sobre assuntos de agricultura, GATT, WTO, IMF, energia, política e economia por mais de 30 anos, desde o primeiro choque do petróleo e da crise mundial de cereais no início da década de 70. Seu livro Sementes da destruição: a agenda secreta da manipulação genética (Seeds of Destruction: The Hidden Agenda of Genetic Manipulation) documenta a tentativa de controlar o abastecimento de alimentos às populações mundiais. Ganhou o prémio 'Project Censored Award' para as Histórias mais Censuradas de 2007-08. Depois de se licenciar em política pela Universidade de Princeton (EUA), e de estudos em economia comparada na Universidade de Estocolmo, trabalhou como economista independente e jornalista de investigação em Nova Iorque, e mais tarde na Europa. É Investigador Associado no respeitado Global Research Center ( www.globalresearch.ca ) de Michel Chossudovsky e Professor Visitante Convidado na Universidade de Tecnologia Química em Pequim. Engdahl colabora regularmente com várias publicações internacionais sobre assuntos econômicos e políticos. Seu sítio web: www.engdahl.oilgeopolitics.net

O original encontra-se em http://en.fondsk.ru/article.php?id=2684 . Tradução de RMP.
Este artigo encontra-se em http://resistir.info/.

in http://r-virtual.blogspot.com/2010/01/verdade-sobre-economia-americana.html

09 janeiro 2010

Os Segredos da Nota de 1 Dólar

History Channel - Brasil
Documentário: "Decifrando o Passado: Os Segredos da Nota de 1 Dólar"




(Parte 1 de 5)

(Parte 2 de 5)

(Parte 3 de 5)

(Parte 4 de 5)

(Parte 5 de 5)

06 outubro 2009

O Futuro do Dólar





O TEXTO DE ROBERT FISK QUE AJUDOU A DERRUBAR O DÓLAR
Atualizado em 06 de outubro de 2009 às 17:44 | Publicado em 06 de outubro de 2009 às 16:34

A queda do dólar, que se acentuou nas últimas horas, tem relação com o seguinte texto do repórter Robert Fisk, publicado no jornal britânico Independent:

A deposição do dólar tem data marcada

6/10/2009, Robert Fisk, The Independent


No movimento de mais profunda mudança financeira da história recente do Oriente Médio, os árabes do Golfo planejam – com China, Rússia, Japão e França – deixar de negociar com dólar nas transações do petróleo, trocando-o por uma cesta de moedas que incluirá o iene japonês e o iuan chinês, o euro, ouro e uma nova moeda unificada planejada para as nações no Conselho de Cooperação do Golfo [ing. Gulf Co-operation Council], incluindo Arábia Saudita, Abu Dhabi, Kuwait e Qatar].

Já houve reuniões secretas entre ministros das Finanças e presidentes de bancos centrais na Rússia, China, Japão e Brasil para elaborar o esquema – o que implica dizer que o petróleo deixará de ser cotado em dólares.

Os planos, confirmados ao Independent por fontes bancárias do Golfo árabe e chinesas em Hong Kong, podem ajudar a explicar o repentino salto nos preços do ouro, mas também anuncia uma extraordinária transição dos mercados de dólar ao longo dos próximos nove anos.

Os norte-americanos, que sabem que as reuniões aconteceram – embora ainda não tenham descoberto os detalhes –, com certeza combaterão contra essa cabala internacional que incluirá Japão e os árabes do Golfo, seu aliados sempre leais. Considerado o pano de fundo das reuniões em curso, Sun Bigan, ex-enviado especial da China ao Oriente Médio, alertou para o risco de que se aprofundem as divisões entre China e EUA, na disputa por petróleo e por influência no Oriente Médio. “São inevitáveis as querelas e os confrontos bilaterais”, disse ele à Asia and Africa Review. “Não podemos baixar a guarda contra hostilidades no Oriente Médio em disputas por interesses energéticos e segurança.”

A frase soa como perigosa predição de futura guerra econômica entre EUA e China na disputa pelo petróleo do Oriente Médio – o que mais uma vez converteria os conflitos na região em batalha pela supremacia entre as grandes potências. A China usa cada vez mais petróleo que os EUA, porque o crescimento chinês é menos eficiente no consumo de energia. A moeda transicional, desse trânsito para longe dos dólares, segundo fontes bancárias chinesas, bem poderá ser o ouro. Pode-se ter uma primeira indicação das quantias envolvidas, se se considera que Abu Dhabi, Arábia Saudita, Kuwait e Qatar têm reservas em dólares estimadas hoje em $2,1 trilhões.

O declínio do poder da economia norte-americana associado à atual recessão global já foi implicitamente reconhecido pelo presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick. “Um dos legados dessa crise pode ser o reconhecimento de que as relações de poder econômico mudaram”, disse ele em Istambul, essa semana, antes das reuniões do FMI e do Banco Mundial. Mas foram a China e seu extraordinário novo poder financeiro – além da velha ira de nações produtoras de petróleo e consumidoras de petróleo contra o poder dos EUA para interferir no sistema financeiro internacional – que desencadearam as últimas discussões envolvendo os Estados do Golfo.

O Brasil manifestou interesse em contribuir para pagamentos por petróleo, em outra moeda que não o dólar; e também a Índia. De fato, a China parece ser a mais entusiasmada dentre as várias potências financeiras envolvida, pelo menos por causa de se gigantesco comércio com o Oriente Médio.

A China importa 60% do petróleo que consome, boa parte do Oriente Médio e da Rússia. Os chineses têm concessões para produção de petróleo no Iraque – bloqueadas pelos EUA até esse ano. E desde 2008 mantém um acordo de US$ 8 bi com o Irã para desenvolver capacidade de refino e recursos de gás. A China tem negócios de petróleo com o Sudão (onde substituiu interesses norte-americanos) e negociou concessões de petróleo com a Líbia, onde esses contratos são joint-ventures.

Além do mais, as exportações chinesas para a região correspondem hoje a nada menos que 10% das importações nacionais dos países do Oriente Médio, com pauta diversificada de produtos (de automóveis a sistemas balísticos, alimento, vestuário, até bonecas). Em claro sinal do fortalecimento muscular das finanças chinesas, o presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, pediu ontem a Pequim que deixe subir a cotação do Yuan frente a um dólar em queda livre e, por extensão, para que reduza a dependência da China da política monetária dos EUA – para ajudar a reequilibrar a economia mundial e diminuir a pressão altista sobre o euro.

Desde os acordos de Bretton Woods – os acordos, depois da II Guerra Mundial, que lançaram as vigas da arquitetura do moderno sistema financeiro internacional –, os parceiros comerciais dos EUA foram forçados a lidar com o impacto do controle por Washington e, mais recentemente, também com a hegemonia do dólar como moeda de reserva global.

Os chineses creem, por exemplo, que os EUA persuadiram os britânicos para que se mantivessem fora do euro, com vistas a evitar que surgisse algum movimento precoce de fuga para longe do dólar. Mas fontes bancárias chinesas dizem que suas novas discussões já avançaram demais para que possam ser bloqueadas. “Os russos eventualmente trarão o rublo para a cesta de moedas” – disse ao Independent um importante corretor de Hong Kong. “Os britânicos estão presos no meio disso tudo, e entrarão no euro. Não têm escolha, porque não poderão usar o dólar norte-americano.”

Fontes financeiras chinesas acreditam que o presidente Barack Obama está ocupado demais consertando a economia dos EUA, para poder pensar nas extraordinárias implicações de uma transição para fora do dólar num período de nove anos. O prazo final para a troca de moedas é 2018.

Os EUA discutiram superficialmente essa tendência no encontro do G20 em Pittsburgh; o presidente do Banco Central Chinês e outros funcionários já há anos preocupam-se com o dólar e não escondem suas preocupações. O problema deles é que grande parte da riqueza nacional chinesa está amarrada ao dólar.

“Esses planos alterarão a face das transações financeiras internacionais”, disse um banqueiro chinês. “EUA e Grã-Bretanha devem começar a preocupar-se muito. Vocês logo verão a extensão das suas preocupações, pela tempestade de vozes que acorrerão para desmentir essas notícias.”

O Irã anunciou mês passado que suas reservas de moedas estrangeiras serão doravante feitas em euros, não mais em dólares. Os bancos não esquecem, é claro, o que aconteceu ao último produtor de petróleo do Oriente Médio que vendia seu petróleo em euros, não em dólares. Apenas alguns meses depois de Saddam Hussein trombetear sua decisão, EUA e Grã-Bretanha invadiram o Iraque.

in http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/o-texto-de-robert-fisk-que-ajudou-a-derrubar-o-dolar/


WHITNEY: FISK TEM RAZÃO, MAS NEM TANTO
Atualizado em 06 de outubro de 2009 às 17:46 | Publicado em 06 de outubro de 2009 às 17:34

O céu realmente está desabando?


A histeria do dólar


por Mike Whitney, no Counterpunch

Robert Fisk acendeu o estopim com sua narrativa bombada que aparece na edição de terça do jornal britânico Independent, que se tornou viral durante a noite e se espalhou por todos os cantos da internet empurrando o ouro para U$ 1,026 a onça. Agora todo site catastrófico da blogosfera publicou o texto "chocante" de Fisk e os blogs estão congestionados com comentários enlouquecidos dos que querem sobreviver escondidos em bunkers e dos fãs do ouro que acham que o mundo como a gente conhece acabou.

Do artigo de Fisk:

No movimento de mais profunda mudança financeira da história recente do Oriente Médio, os árabes do Golfo planejam – com China, Rússia, Japão e França – deixar de negociar com dólar nas transações do petróleo, trocando-o por uma cesta de moedas que incluirá o iene japonês e o iuan chinês, o euro, ouro e uma nova moeda unificada planejada para as nações no Conselho de Cooperação do Golfo [ing. Gulf Co-operation Council], incluindo Arábia Saudita, Abu Dhabi, Kuwait e Qatar].


Já houve reuniões secretas entre ministros das Finanças e presidentes de bancos centrais na Rússia, China, Japão e Brasil para elaborar o esquema – o que implica dizer que o petróleo deixará de ser cotado em dólares.


Os planos, confirmados ao Independent por fontes bancárias do Golfo árabe e chinesas em Hong Kong, podem ajudar a explicar o repentino salto nos preços do ouro, mas também anuncia uma extraordinária transição dos mercados de dólar ao longo dos próximos nove anos.


Os norte-americanos, que sabem que as reuniões aconteceram – embora ainda não tenham descoberto os detalhes –, com certeza combaterão contra essa cabala internacional que incluirá Japão e os árabes do Golfo, seu aliados sempre leais. Considerado o pano de fundo das reuniões em curso, Sun Bigan, ex-enviado especial da China ao Oriente Médio, alertou para o risco de que se aprofundem as divisões entre China e EUA, na disputa por petróleo e por influência no Oriente Médio. “São inevitáveis as querelas e os confrontos bilaterais”, disse ele à Asia and Africa Review. “Não podemos baixar a guarda contra hostilidades no Oriente Médio em disputas por interesses energéticos e segurança.”

"Cabala internacional"? Dá um tempo, Fisk, você é melhor que isso.

Reportagens sobre o fim do dólar são grandes exageros. O dólar pode cair, mas não vai desabar. E, a curto prazo, com certeza vai se fortalecer quando os mercados reentrarem o campo gravitacional da terra depois de uma longa jornada de 6 meses pelo espaço. A relação entre a queda do preço das ações e o dólar fortalecido está bem estabelecida e, quando os mercados se corrigirem, o dólar vai se recuperar. Pode apostar nisso. Então por que todo esse exagero a respeito de homens do Oriente Médio em "reuniões secretas" e cofiando suas barbas enquanto planejam contra o império?

Não é esse o ponto central do artigo de Fisk?

Sim, o dólar vai cair (eventualmente) mas não pela razão que a maioria das pessoas pensa. É verdade que o aumento dos gastos deficitários [dos Estados Unidos] deixa os que têem dólares no estrangeiro preocupados. Mas eles estão mais preocupados com o programa do Banco Central americano que acrescenta dinheiro ao meio circulante pela compra de papéis assegurados por hipotecas e papéis do Tesouro. Bernanke [o presidente do Banco Central americano] está imprimindo dinheiro e jogando no sistema financeiro para evitar que o rigor mortis se estabeleça. Naturalmente, o Banco Central foi obrigado a quantificar exatamente quanto dinheiro pretende criar "do ar" para aplacar seus credores. E fez isso. (O programa termina no início de 2010). Dito isso, a China e o Japão ainda estão comprando papéis do Tesouro, o que indica que eles ainda não saltaram do barco.

A razão verdadeira pela qual o dólar vai perder seu papel de moeda de reserva mundial é ligada ao fato de que os mercados americanos, que até recentemente contribuíam com 25% da demanda global, estão em queda. Nações dependentes de exportações -- como o Japão, a China, a Alemanha e a Coréia do Sul -- já entenderam o que vem por aí. O consumidor americano está enterrado numa montanha de dívidas, o que significa que não vai voltar a comprar em breve. Além disso, o desemprego está disparando, a riqueza pessoal está em queda, a poupança está aumentando e a tendência antisindical de Washington vai garantir que os salários continuarão estagnados no futuro próximo. Assim, a classe média americana não será mais a força por trás da demanda global como era antes da crise. Se os consumidores são menos capazes de comprar um Toyota Prius ou comprar a parafernália eletrônica chinesa à venda no WalMart, haverá menos incentivo para que governos estrangeiros e seus bancos centrais acumulem montanhas de dólar ou negociem exclusivamente em dólar.

Aqui está um clip do Globe and Mail citado no blog de Washington:

Um relatório da UBS Investment Research diz que que embora seja errado dizer que o dólar acabou como moeda de reserva global, o controle de 90 anos daquela posição está enfraquecendo. 'O uso do dólar como moeda de reserva internacional está em declínio', diz o economista do UBS Paul Donovan.


A presença do dólar nas transações internacionais deve diminuir nos próximos meses e anos, mas só um erro político persistente -- ou dificuldades econômicas -- fará com que o dólar perca o status de moeda de reserva completamente.


O relatório do UBS diz que a queda do dólar americano não se dá por causa dos bancos centrais, mas por causa do setor privado, quando companhias individualmente abandonam o dólar como sua moeda de escolha.


"O uso do dólar pelo setor privado é mais importante que o oficial, que as reservas de bancos centrais -- algo como 20 vezes mais importante, dependendo da interpretação", disse Donovan. "Há sinais de que o afastamento do dólar por parte do setor privado se acelerou desde 2000"

Com o setor privado se afastando do dólar, os governos, investidores e bancos centrais seguirão. A suave tirania dominadora do dólar vai se erodir e a paridade entre moedas e governos vai crescer. Isso vai criar oportunidades melhores para consenso internacional em assuntos de interesse mútuo. Uma nação não será capaz de ditar a política internacional.

A assim chamada "hegemonia do dólar" acrescentou grandemente ao grosseiro desequilíbrio de poder no mundo de hoje. Colocou as decisões globais nas mãos de um punhado de guerreiros de Washington cuja visão estreita nunca se estendeu além dos interesses materiais deles próprios e de seus seguidores. Quando o dólar enfraquece e a demanda do consumidor americana entra em declínio, os Estados Unidos serão forçados a reduzir suas guerras e ajustar seu comportamento às normas internacionais. Ou isso, ou serão banidos para o ostracismo político.

Então, qual é exatamente o problema?

O status de superpoder se assenta na fundação mambembe do dólar e o dólar está começando a rachar. Fisk está certo até esse ponto; grandes mudanças estão a caminho. Mas ainda não aconteceram.

Mike Whitney responde e-mail no fergiewghitney@msn.com